Dinheiro, trabalho, dedicação e competência: qual é a medida do sucesso?

a primeira regra para identificar o que é o SEU sucesso é quebrar paradigmas: talvez, o que você entende por sucesso não tenha nada a ver com o que os outros pensam; não tenha nada a ver com o que você, um dia, achou que seria; não tenha nada com as expectativas sociais que lhe foram direcionadas desde que você nasceu.

Olá! Como vai você?

Não sei se você sabe, mas estou à frente do Processo Hoffman no Brasil há mais de 35 anos. Todos os anos, passam muitos gestores, gerentes e líderes dos mais diversos níveis por esse e pelos demais treinamentos que ministro. Ao se inscreverem nesta profunda vivência de Autoconhecimento e de Autoliderança, esses profissionais vêm em busca de ferramentas para construir uma carreira de sucesso.

Mas aqui vai a primeira questão – e, talvez, a mais importante –com a qual todos se deparam assim que dão início aos meus treinamentos:

“Para você, o que é que significa sucesso?”.

É verdade: sucesso pode ser muita coisa. Li outro dia uma pesquisa feita pelo LinkedIn que afirmava, por exemplo, que os jovens com idade abaixo de 21 anos enxergam o sucesso de um jeito completamente diferente das gerações mais velhas. Para eles, trabalhar com horário fixo e dedicação total ou conquistar um cargo de chefia e estável não são necessariamente sinais de sucesso – como nós, mais velhos, acreditamos por tanto tempo.

Mas, independentemente das óbvias variações entre as gerações, hoje, estou aqui para falar sobre o que o sucesso significa para você. E somente para você!

Eu conheci donas de casa absolutamente bem-sucedidas. Mulheres que estavam completamente satisfeitas, felizes e completas com o papel que desempenhavam – por mais que tantas pessoas tenham lhes dito que isso era impossível. Por outro lado, conheci homens ricos, poderosos, tomadores de decisão, CEOs de marcas importantes, que estavam completamente infelizes e insatisfeitos com o caminho pelo qual tinham seguido – por mais que tantas pessoas tenham lhes dito que isso era impossível.

E, então, a primeira regra para identificar o que é o SEU sucesso é quebrar paradigmas: talvez, o que você entenda por sucesso não tem nada a ver com o que os outros pensam; não tem nada a ver com o que você, um dia, achou que seria; não tem nada com as expectativas sociais que lhe foram direcionadas desde que você nasceu.

Então, que tal vir comigo nesta reflexão tão importante?

Como minha história pode ter a ver com a sua

Anos atrás, eu estava prestes a me aposentar num cargo importante do Banco do Brasil, quando decidi que aquilo não era mais para mim – e mudei. Falando assim, até parece que foi simples e “fácil assim”, mas a verdade é que não foi nada disso. Eu tive que me esforçar muito para, em primeiro lugar, decidir que empreenderia aquela mudança; em segundo lugar, para iniciá-la; em terceiro lugar, para concluí-la.

Você, provavelmente, sabe do que estou falando: quando já estamos, de certo modo, “arrumados” na vida profissional, parece muito mais difícil promover qualquer mudança. Quando já consolidamos uma atividade ou uma carreira dentro de uma determinada empresa, quando já contamos com nosso salário caindo num mesmo determinado dia ou, em suma, quando alcançamos qualquer patamar que nos permita acomodar – o medo que sentimos de sair daquele cenário é paralisante. “Será que vale a pena?”, é o que nos perguntamos.

Somado a isso, há a influência e o peso que “os outros” podem ter nesse tipo de mudança. No meu caso, foram meu pai e meu marido. O primeiro que havia praticamente decidido, por mim, que eu deveria seguir aquela carreira e, então, não queria que eu a deixasse de forma alguma; o segundo que, naturalmente, temia que isso afetasse nossas finanças de maneira irremediável. Mas sabe por que é que eu fui em frente com a minha decisão?

Porque nada daquilo me fazia sentir bem a meu próprio respeito. O trabalho que eu havia executado no banco por tanto tempo, simplesmente, não me dava propósito. Aquilo não era sucesso para mim, ainda que fosse naquela época (e ainda seja até hoje) a carreira de sucesso sonhada por tantas pessoas.

E qual é o problema nisso? A resposta é: nenhum. Ninguém poderia me dizer qual caminho me traria mais felicidade, plenitude, bem-estar e sucesso na vida profissional a não ser eu mesma. Então, por que é que tantas pessoas continuam terceirizando essa responsabilidade?

 

Você está deixando outras pessoas definirem o que é sucesso… Para você?

Recentemente, um dos meus alunos do Processo Hoffman contou que, toda vez que tentava pedir demissão, a empresa em que trabalhava lhe oferecia novas e mais tentadoras contrapartidas. Esse processo começou com aumento salarial e promoções para cargos que nem sequer existiam; agora, anos depois, eles já lhe ofereciam viagens pagas para toda a família, comissões, férias ampliadas e outras facilidades.

Nem preciso lhe dizer que se tratava de um profissional excelente em sua área, único no mercado. Mas há muitos anos tentava sair da empresa para dar uma guinada na carreira. Porque caiu em todas essas tentações – e cabe dizer que teria sido difícil para qualquer pessoa resistir a elas! –, acabou adiando e adiando e adiando sua decisão. “Desisti… Melhor me acostumar com o que faço; não é tão ruim assim”, disse a mim, nos primeiros dias do treinamento.

Bem, costumo dizer que uma das habilidades mais incríveis do ser humano é a capacidade que temos de nos adaptar a tudo, às coisas boas e ruins que nos acontecem. Ainda assim, é nossa responsabilidade cuidar para que não posterguemos nosso próprio sucesso só porque as condições são favoráveis ao comodismo e à “inanição” profissional.

Este rapaz, por exemplo, simplesmente não suportava a atividade que exercia. Para ele, nada daquilo representava desafio, aprendizado, curiosidade, superação, todos os valores pelos quais ele mais prezava. Então, para quê? Qual é o propósito de assim permanecer?

Em outras palavras, o que estou dizendo é que cabe, a cada um de nós, fazer com que essa conta feche: o sucesso profissional e o bem-estar pessoal devem andar de mãos dadas, mas, para que isso seja possível, o Autoconhecimento é extremamente necessário.

Você pode, sim, escolher o dinheiro apesar da infelicidade e insatisfação profissional. Também pode escolher ser feliz no que faz, mesmo que as condições salariais estejam muito aquém do que gostaria.

Mas precisa ser uma escolha: você precisa poder escolher o que é seu sucesso, do que ele é feito. Senão, estará fadados a consequências dolorosas, como uma carreira absolutamente respeitada pelos outros, mas não por você mesmo(a); como uma vida financeira estável, mas nada que lhe coloque em sintonia com seu propósito de vida; ou, ainda, como um trabalho que nos faz superfelizes, mas apenas porque é fácil de ser executado.

Assim sendo, a pergunta é: o que o sucesso significa para você?

O que você faz, hoje, nesse momento, lhe deixa alinhado ao seu significado de sucesso?

Do que é que você está com tanto medo?

Investigue a si mesmo(a).

Se assim fizer, você encontrará poderosas ferramentas para alcançar tudo aquilo que sempre quis.

Espero que tenha gostado! Até a próxima.

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