Inteligência Emocional na vida pessoal e na vida profissional

quando somos inteligentes emocionalmente, conseguimos encontrar soluções e saídas que condizem com o que estamos sentindo e pensando; assim, fica muito mais fácil adotarmos os comportamentos necessários aos resultados que desejamos obter.

Sabe aquelas horas em que a cabeça manda fazer uma coisa, mas o coração diz para fazer outra? Bem, se você já se viu diante dessa “encruzilhada”, sabe bem como pode ser frustrante ter de tomar uma decisão baseada numa ou noutra coisa.

Afinal, de que adianta escolher a solução mais lógica, por exemplo, se nossas emoções não estão alinhadas com essa escolha?

Se, ao decidirmos com base no que manda a razão, passamos a sentir medo, tristeza ou angústia?

Ou ao contrário: de que adianta seguir apenas o que dizem nossos sentimentos sem pesar as consequências práticas dessa escolha?

Hoje, quero propor uma reflexão sobre inteligência emocional, uma habilidade essencial para que possamos lidar com as situações de forma mais equilibrada tanto na vida pessoal, como na vida profissional.

Isso porque, quando somos inteligentes emocionalmente, conseguimos encontrar soluções e saídas que condizem com o que estamos sentindo e pensando; assim, fica muito mais fácil adotarmos os comportamentos necessários aos resultados que desejamos obter.

Em outras palavras, pessoas inteligentes emocionalmente são capazes de ouvir tanto a cabeça, como o coração. Quando estão numa “encruzilhada”, elas voltam a atenção para si mesmas, escutam atentamente ao que dizem ambas as suas competências e, assim, tomam decisões naturalmente mais assertivas.

Ao conquistar esse equilíbrio, ganham também um poder muito maior frente aos desafios e, ainda que falhem, serão capazes de se reerguer mais rapidamente.

Por isso, sempre digo que a inteligência emocional traz ganhos imensuráveis, até porque, a partir dela, deixamos de enxergar os problemas como mero problemas, e passamos a vê-los como obstáculos necessários ao nosso próprio crescimento e desenvolvimento.

Mais que isso, também ganhamos no que diz respeito à forma como nos relacionamos com as pessoas e com o nosso entorno, afinal, compreendemos verdadeiramente que não somos vítimas dos acontecimentos – tudo o que nos acontece, acontece por um motivo e em decorrência de nossas próprias escolhas.

 

Como e por que conquistar Inteligência Emocional

Outro dia, conversava com um gestor de Recursos Humanos de uma grande empresa brasileira, que me dizia: “profissionais com excelência técnica sobram no mercado; difícil mesmo é encontrar aqueles que, além de competência técnica, também se destacam nas soft skills. Esses valem ouro!”.

Esta frase sintetiza uma importante mudança no mercado de trabalho que vem se desenhando há algum tempo. De acordo com estudos ao redor do mundo, as competências comportamentais e subjetivas – chamadas soft skills – já têm tanta importância quanto as hard skills, que nada mais são que as capacidades técnicas propriamente ditas.

Ou seja, flexibilidade, empatia, comunicação, colaboração, capacidade de liderar e de motivar são, por exemplo, habilidades que já são tão bem vistas pelos empregadores quanto a faculdade em que você se formou ou mesmo o quanto acumula de conhecimento na sua área. E tudo isso tem a ver com a inteligência emocional.

Então, se você quer um bom motivo para começar a investir na sua inteligência emocional agora mesmo, aqui está ele: com essa capacidade, seu caminho rumo ao sucesso profissional se torna muito mais fácil. Quando você desenvolve sua inteligência emocional, você ganha habilidades que são extremamente necessárias ao trabalho em equipe. E, hoje, toda e qualquer empresa, de qualquer porte e de qualquer área, já sabe que precisa de um time forte e conciso para se manter competitiva.

Mas a inteligência emocional não lhe dá vantagens apenas no trabalho, como, também, beneficia as demais áreas da sua vida. E o motivo essencial por detrás disso é que as pessoas emocionalmente inteligentes são capazes de criar e manter relacionamentos melhores, em primeiro lugar consigo mesmas, e em segundo com as pessoas ao redor.

 

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Inteligência Emocional acontece de dentro para fora

A grande “sacada” das pessoas inteligentes emocionalmente é que elas compreenderam o seu autovalor.  Isso não tem nada a ver com arrogância ou com superioridade, mas, sim, com autoconhecimento e amor-próprio.

O que elas fizeram e fazem de diferente é, essencialmente, olhar para si mesmas antes de olhar para fora. Elas identificaram e assumiram as próprias habilidades e pontos fracos de forma tão profunda que, naturalmente, chegaram à conclusão de que são pessoas raras no mundo. O que elas têm a oferecer ao seu entorno é único e raro; o que elas têm a aprender com seu entorno também é.

Tanta autoconsciência tende a fomentar o nosso senso de propósito e de colaboração. Nós nos sentimos dispostos e comprometidos com nossos próprios objetivos, acreditamos no valor e na importância dos nossos gestos, e queremos contribuir com o nosso melhor.

As pessoas dotadas de inteligência emocional não cobram excessivamente ao outro, porque não cobram excessivamente a si mesmas.

Elas não nutrem expectativas exageradas em relação ao que está do lado de fora, porque também não projetam, para si mesmas, mais do que poderiam alcançar para aquele momento.

Elas não invalidam ao esforço do outro, porque não invalidam a si mesmas.

Elas conseguem, assim, criar e manter níveis de empatia que são essenciais e indispensáveis para melhores relacionamentos. E, no final, não é isso o que todos queremos? Que possamos nos relacionar melhor com aqueles que nos cercam?

 

Como conquistar mais Inteligência Emocional

Via de regras, as pessoas que estão em busca de Inteligência Emocional se esquecem de algo muito importante: assim como acontece com qualquer habilidade, é preciso dedicação, persistência e paciência para aprender como ser mais emocionalmente inteligente.

Sim, é um caminho diário e que nunca tem fim. Nem você, nem eu, nem ninguém nunca vai chegar a um ponto em que dirá “agora alcancei 100% da minha inteligência emocional”. Afinal, nós não o faríamos com a inteligência intelectual, não é mesmo? Nunca vai nos acontecer de dizer que já aprendemos absolutamente tudo o que havia para aprender!

Sendo assim, a minha dica para quem quer aprender a lidar e se comportar melhor diante das próprias emoções é dar um passo de cada vez. É extremamente necessário que se perceba aquilo que se está sentindo, e de onde vem esse sentimento – e, veja, ao longo de um único dia, nós somos capazes de sentir as mais diversas coisas!

Se você acordou se sentindo deprimido(a), pergunte-se: o que é que está fazendo com que se sinta assim? Seja específico(a) na sua pergunta, não generalize com respostas como “minha vida não está boa” ou “nada nunca dá certo para mim”.

Encontre o verdadeiro motivo por detrás disso e, daí, comece a promover as transformações que estão ao seu alcance para afastar esse sentimento.

A minha proposta é que você se dê a devida atenção, o devido amor, e o devido cuidado e carinho. Você merece.

Voltamos a falar em breve!

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