Revolucionar-se é uma escolha


Que tal permanecer comprometido com a transformação contínua, positiva e profunda?

Outro dia, em um seminário de negócios, ouvi a seguinte pergunta: “o que você quer: melhorar ou promover uma revolução?”. Ora, não tive dúvidas: quero mesmo é fazer uma revolução!

Esta primeira resposta veio a mim de maneira relativamente rápida, mas, como era de se imaginar, trouxe consigo inúmeras perguntas internas. Então, comecei a me questionar: afinal, para que eu quero revolucionar? O que ganharei com isso? A quem servirá esta revolução? Quando a farei? Onde ela acontecerá? Com quem?

Diante de tantas questões, entrei em fase de reflexão e comecei a procurar respostas para que pudesse compreender melhor este anseio que me apareceu de forma tão clara e óbvia. Afinal, por que revolucionar é tão importante?

Comprometimento com a transformação
A explicação é simples: as revoluções internas propõem mudanças de status quo e efetivam uma alteração de paradigma. Ou seja, são feitas com o objetivo de alterar a ordem “natural” das coisas. Mas a quem isso interessa?

Interessa a mim e a todas aquelas pessoas que buscam sempre evoluir e, dessa maneira, contribuem com o bem-estar comum. Afinal, quando atinjo esse nível de comprometimento com a transformação, ganho consciência de mim mesma, além de autoestima, motivação, bem-estar e satisfação pessoal.

Como diz o velho (e sábio) clichê, não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Mesmo porque, quem pode nos dizer quando a morte virá? Sendo assim, o melhor momento para promover tais mudanças é, justamente, hoje e agora. E não há terreno mais propício para desencadear esta revolução que aqui mesmo, dentro de mim, já que é este o lugar em que reino e onde detenho todo o meu poder e controle.

Dar início a uma revolução tão profunda, como é a revolução pessoal, depende ainda da mobilização de pessoas, pois, embora todo o processo aconteça dentro de mim, meu entorno está completamente envolvido com todas essas mudanças. A verdade é que os grandes beneficiários deste movimento serão também tudo e todos que estiverem à minha volta.

É isso mesmo: minha revolução tem o poder de atingir aqueles que estão a um raio de 20 metros de mim e quem está a essa distância são as pessoas mais significativas da minha vida. Por isso, uma revolução justa é aquela feita a partir das nossas raízes – e minhas raízes são, sem dúvida nenhuma, meus pais e irmãos, isto é, minha família de origem. Sendo assim, revolucionar o relacionamento, a visão e o sentimento vai exigir de mim consciência, vontade de passar a minha vida a limpo, compaixão e perdão.

O perdão como caminho
Quando revoluciono meu modo de ver, levo essa transformação não apenas no meu modo de viver, mas, também, na maneira como me relaciono. E toda vez que percorro esse caminho mental de mudança e reflexão, chego à mesma conclusão: a revolução a que me proponho (e a que me faltava) é a do perdão.

Para que eu possa colocar essa mudança de paradigmas em prática, hoje, agora, nesse exato instante; para que possa encontrar satisfação pessoal e, consequentemente, beneficiar a todos que estão ao meu redor; bem, para que eu seja capaz de realizar e obter tudo isso, é necessário que perdoe a mim mesma por todas as escolhas que fiz, todos os caminhos que segui e por tudo aquilo que tantas vezes desaprovei a meu próprio respeito. É preciso que eu perdoe àqueles a quem culpei pelos meus tropeços e entenda que atribuí e transferi erroneamente aos outros a responsabilidade por minhas decisões – quando, na verdade, todas essas decisões foram tomadas por mim.

Reafirmo a minha escolha: prefiro a revolução e escolho o perdão como caminho para a transformação pessoal. E agora que conheço meus motivos… Mãos à obra!

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