Vencer é uma escolha


Se pensarmos que a vida é uma grande Olimpíada em que merecemos o nosso ouro, então, por que será que alguns ganham e outros não?

No momento em que uma Olimpíada de Londres chega ao fim, percebo que faltam medalhas para prestigiar a todos. Ao mesmo tempo, sobram competência, brilhantismo e garra. Independentemente dos resultados obtidos, notei que todos os atletas carregam, em si, o semblante da determinação, ainda que a premiação fique restrita aos melhores.

Em algum momento, foi assim, com a distribuição de troféus e medalhas, que resolvemos valorizar o esforço. Será que está na hora de rever como podemos reconhecer talento e dedicação?

Bem, enquanto assistia à beleza do evento, tive a oportunidade de observar os que perdiam e me encantei com o que vi. Claro, não estou dizendo que sou sádica, apenas falo sobre o esforço, o cumprimento às regras, as lágrimas contidas, os abraços de consolo e a dignidade mantida. Falo da superação.

Não vi mais dedicação no ouro do que na prata, muito menos nas eliminatórias. O que acompanhei, durante todo o tempo, foi garra, dedicação, treino e muita vontade de representar e fazer bonito para o seu país. As bandeiras foram honradas. Por isso, me emocionei sempre.

Bem, não sou especialista em esporte, mas, sim, em desenvolvimento humano e é disso que quero falar, pois foi nisso que pensei durante todos os jogos e competições que tive a oportunidade de acompanhar. A questão que proponho é: o que precisamos para nos desenvolver, crescer, amadurecer, evoluir, conquistar, vencer e todos os outros sinônimos? Precisamos de escolha, decisão e treino.

Se pensarmos que a vida é uma grande Olimpíada em que merecemos o nosso ouro, então, por que será que alguns ganham e outros não? Claro que, numa competição, teremos sempre uma disputa e um vencedor, mas não é assim também na vida?

A grande diferença é que, na vida, nós não competimos com ou contra os outros. O nosso mais difícil campeonato tem a nós mesmos como grandes adversários. Ou seja, não são os outros que nos impedem de conquistar o pódio. O que nos falta para o ouro da alegria, do bem-estar, do sucesso pessoal e profissional é o que sobra no atleta olímpico: dedicação e prática.

Cada um de nós tem sua própria bandeira

Durante a Olimpíada, mesmo os atletas que perderam, se machucaram e não conseguiram alcançar as metas propostas demonstraram um brilho de entusiasmo e empolgação nos olhos. Havia, neles, uma gana em vencer, uma vontade extraordinária de participar e representar seu povo e seu país.

Os atletas olímpicos foram para Londres com a missão de voltar para casa com uma medalha e mesmo aqueles que não alcançaram esse objetivo foram vitoriosos, pois não desistiram e superaram a si mesmos para estar ali. Abriram mão do descanso, do prazer, da família e de tantas outras coisas mais.

Da mesma forma, a vida nos pede também que, em busca dos nossos títulos e conquistas, abramos mão da preguiça, do comodismo, da rigidez e da certeza de que não vai dar certo ou de que não vale a pena.

Na verdade, o que vi nos atletas e vejo no ser humano é a possibilidade de vencer sempre, de viver com dignidade e de honrar e representar a si mesmo com foco e disciplina. Enquanto as bandeiras passeavam nos Jogos Olímpicos, pensei que cada um de nós tem a sua própria bandeira e deve carregá-la com orgulho e satisfação. A honra, a dignidade e o amor próprio vêm da prática, do treino, da dedicação e, principalmente, da escolha.

Desde o momento em que retornam para suas casas, os atletas acrescentam à sua bagagem os planos de treinos ainda mais pesados. O foco, agora, é a Olimpíada de 2016, aqui no Brasil. E fico com uma questão: você está satisfeito consigo mesmo e com sua vida hoje? Quais seus planos para ser ainda mais feliz? Qual o próximo treino? Você está focado no seu futuro ainda mais pleno? O que você já está fazendo para ficar ainda melhor para a próxima partida?

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